sábado, 31 de outubro de 2009

Quatro passos das mídias sociais


Estou um pouco ausente do blog nestes últimos tempos, mas o mundo dito real, tem consumido muito do meu tempo. Apesar disso, ainda tenho lido algumas coisas, e por isso, gostaria de reproduzir aqui, algo muito simples sobre como as empresas devem se colocar nas mídias sociais, mas que faz todo sentido. E às vezes o óbvio só se torna óbivio quando alguém já o disse.


Nesse quadro abaixo, Erik Qualman do Socialnomics (aquele que fez o famoso vídeo do Social Media Revolution) explica de forma gráfica os quatro passos básicos para uma empresa que trabalha com mídias sociais: ouvir, interagir (se juntar a conversação), reagir (ajustando seu serviço) e finalmente vender.
Erik diz que o erro mais cometido pelas empresas é querer pular diretamente para o passo 4: a venda. Por isso, antes de chegar até esse estágio, é preciso desenvolver ações que levem o consumidor até lá, de forma orgânica. Resumindo em termos mais chulos: não existe beijo sem xaveco no namoro com o seu público. Nada que a gente já não tenha ouvido falar antes, mas sempre vale a pena visualizar velhos conceitos em novos formatos, não é mesmo?


quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Web 2.0 é nova fonte para pesquisa de mercado

O Brasil apresenta uma das maiores taxas de uso de blogs, sites de comunidades (Orkut, MySpace, Facebook) e de criação de conteúdo coletivo na internet mundial. Diante desse cenário, as empresas de pesquisa devem se preparar para coletar e analisar as opiniões geradas pelos consumidores nesse ambiente, caso contrário, podem perder espaço para oriundas do segmento de tecnologia. A conclusão é do estudo "Paper Blogs e Comunidades Online: pesquisa 2.0", apresentado pelo Ibope Inteligência.
"Uma parcela crescente do uso da internet foge da lógica do modelo de transmissão, constituindo-se em um rico espaço de informações sobre o comportamento dos consumidores e a atitude dos mesmos em relação às marcas", afirma Marcelo Coutinho, autor do estudo e diretor de análise de mercado e de novos negócios do instituto.
Segundo o executivo, diversas empresas nos EUA e na Europa já utilizam blogs e comunidades para afinar sua linha de comunicação ou desenvolver novos produtos. O Ibope entrevistou 14 gestores das áreas de marketing e comunicação brasileiros e verificou que a prática já começa a aparecer nas empresas nacionais, embora não tão consolidada quanto nos países onde a penetração da internet é mais elevada.
São cerca de 40 milhões de brasileiros que utilizam a rede regularmente. Do total, 64% participam de sites de comunidades e 13% criam ou atualizam blogs. "Existe muita resistência por parte das empresas em experimentar novas metodologias e buscar novas práticas que não sejam necessariamente qualitativas ou quantitativas, mas uma mistura de ambas", aponta o diretor.
Na opinião de Coutinho, essas companhias demoraram para compreender que o mundo digital exige mais que um replicar de modelos de negócios tradicionais e, com isso, perdem sua posição privilegiada para empresas como Google, Microsoft, Facebook e outras.

FONTE: http://www.oficinadanet.com.br/noticias_web/1533/web_2.0_e_nova_fonte_para_pesquisa_de_mercado

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Empresa aplica teoria de redes sociais para reter clientes em telefonia móvel

Pessoal,
Eu li esta matéria e achei bem interessante. Um forma de pensar redes sociais, sem ser na internet.
O termo "rede social" ficou famoso com a popularização de sites de relacionamento da web 2.0, como Orkut e Facebook. Mas a verdade é que as redes sociais podem ser analisadas a partir de outros serviços fora da internet, como por exemplo a telefonia celular. A MarketData, uma empresa especializada em serviços de marketing a partir de informações de bancos de dados, está propondo uma nova metodologia para orientar as operadoras celulares em suas ações de prevenção ao churn: a análise de dados de tráfego de voz e de mensagens de texto sob a ótica de redes sociais.
Estudando os CDRs de uma operadora móvel é possível identificar redes de amigos, pelo volume e pela frequência de ligações entre as pessoas. A partir dessas informações, é possível também visualizar quais usuários têm maior poder de influência sobre outros, inclusive de operadoras concorrentes. Após analisar os arquivos de uma operadora brasileira durante três meses, a MarketData chegou à seguinte conclusão: quem se comunica mais tem mais chance de levar outras pessoas a deixarem a operadora quando cancela sua linha.
Em outras palavras: quanto maior o tráfego de uma pessoa, maior o seu poder de influência sobre um grupo de usuários, explica o sócio-diretor da MarketData, Marcelo Sousa. Outra conclusão da análise, obtida a partir do cruzamento com dados cadastrais: quando a idade dos clientes é a mesma, maior é a influência entre eles. A maioria das operadoras móveis hoje em dia concentra seus esforços de retenção de clientes naqueles com maior receita. Entretanto, nem sempre esses clientes são os maiores "influenciadores".
A metodologia proposta pela MarketData permite à operadora identificar o grupo de clientes com maior poder de influência sobre os demais em sua base. "Isso pode ser usado tanto para reduzir o churn quanto para lançar novos planos e produtos", sugere Sousa.
A ideia é trabalhar principalmente com o segmento pós-pago. Sousa explica que o modelo estatístico realiza também uma limpeza dos dados. São excluídas, por exemplo, chamadas para números 0800. Da mesma forma, um vendedor que usa muito o telefone para realizar ou receber várias ligações por dia não necessariamente aparecerá como um importante influenciador porque a duração das chamadas é curta. Sousa reconhece, contudo, que o modelo estatístico criado está em constante aprimoramento.
Um próximo passo será levar em conta o dia e o horário das chamadas: afinal de contas, ligações à noite ou no fim de semana têm mais chance de serem entre amigos e familiares. A metodologia da MarketData foi desenvolvida ao longo de cinco meses e ficou pronta recentemente. A empresa agora está apresentando-a às operadoras celulares. Muitas delas já são clientes da empresa em outros projetos de consultoria em marketing.
FONTE: http://www.teletime.com.br/News